Em um contexto em que a transformação do setor automotivo avança em ritmo acelerado — impulsionada pela eletrificação, pela personalização em massa e pelas crescentes demandas logísticas — uma tecnologia começa a se destacar por sua adaptabilidade: robôs móveis autônomos (AMRs). Cada vez mais presentes nas plantas de fornecedores automotivos de Nível 1 e Nível 2, esses sistemas inteligentes estão mudando o paradigma da logística interna.
Ao contrário dos veículos guiados automatizados (AGVs), que exigem infraestrutura fixa e rotas pré-estabelecidas, os AMRs operam com total autonomia, reagindo ao ambiente em tempo real graças a sensores, câmeras e algoritmos avançados de navegação. Essa abordagem dinâmica permite que os fabricantes respondam às flutuações de produção sem interromper as linhas ou modificar as instalações.
Sobre o assunto, Sheldon Zimmerman, diretor de vendas para o setor automotivo da OTTO, da Rockwell Automation, destaca que “os AMRs oferecem uma resposta ágil, segura e escalável em um setor onde as margens são apertadas e a pressão é implacável”, acrescentando que “estamos vendo como essa tecnologia reduz a dependência de mão de obra manual, acelera o fluxo de materiais e reduz erros operacionais, tudo isso sem comprometer a segurança”.
A segurança se tornou um dos principais motivadores para a adoção desses dispositivos. Projetados com sistemas de detecção de obstáculos, esses robôs evitam colisões e manobram com segurança, mesmo em espaços congestionados. De fato, de acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, números significativos foram registrados em 2022 em relação a incidentes que exigiram dias de folga do trabalho. Esses números destacam a importância de adotar tecnologias como AMRs, que podem ajudar a reduzir significativamente os riscos associados ao manuseio manual de materiais.
Soma-se a isso a capacidade de operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupções, permitindo que os fornecedores aumentem a produtividade ao garantir que os materiais cheguem no momento e no lugar certos. “Os AMRs não apenas otimizam o tempo; eles também coletam dados valiosos que nos permitem identificar gargalos e tomar decisões informadas em tempo real”, diz Jay Judkowitz, vice-presidente de Produto da OTTO, da Rockwell Automation.
Com mais de 700.000 entregas mensais em ambientes críticos e sete milhões de horas operacionais acumuladas, a solução OTTO provou sua confiabilidade em fábricas que não podem se dar ao luxo de falhas.Neste cenário, onde a produção automotiva global deverá crescer 15% até 2028, segundo a Statista, a automação da movimentação de materiais será um fator decisivo para manter a competitividade. A mensagem é clara: os AMRs não são uma promessa futurística, mas uma ferramenta madura que já está impulsionando a eficiência e a segurança na nova era da fabricação automotiva.