O acesso a dados em tempo real e a capacidade de integrar diversas tecnologias num único sistema, permitiu que as indústrias se adaptassem mais rapidamente às mudanças e melhorassem a sua competitividade.
Num mundo onde a competitividade industrial depende cada vez mais da rapidez e precisão na tomada de decisões, a arquitetura integrada tornou-se uma ferramenta chave na otimização da manufatura. Empresas de diversos setores, estão aproveitando esta tecnologia para conectar os seus sistemas e transformar suas operações de chão de fabrica, utilizando dados em tempo real para melhorar a eficiência, reduzir custos e minimizar riscos.
Um exemplo claro desta transformação encontra-se no setor automotivo, onde diferentes empresas implementaram esta ferramenta que conecta as suas linhas de montagem com sistemas de informação em tempo real. Ao integrar sensores de temperatura e pressão em suas máquinas, a planta de produção pode ajustar instantaneamente os parâmetros operacionais, reduzindo significativamente o tempo de inatividade e melhorando a qualidade do produto final.
Da mesma forma, as empresas do setor alimenticio também otimizaram o seu processo de fabricação através de uma rede de sensores interligados que monitoram cada etapa da produção, desde a mistura dos ingredientes até à embalagem final, sendo a arquitetura integrada o motor desta revolução. Ela permite um controle mais preciso das condições de fabricação, o que se traduz em produtos mais consistentes e na redução drástica do desperdício de matéria-prima.
Para Renato Luciano , gerente comercial da Rockwell Automation para a América Latina, a arquitetura integrada é uma tendência cada vez mais forte na região, pois impulsiona de maneira orgânica a transformação digital, permitindo que as indústrias adotem tecnologias como inteligência artificial, machine learning e IoT industrial de forma eficiente e escalável. “Com esta digitalização, as empresas conseguem conectar dados operacionais em tempo real com sistemas de análise e automação, oferecendo total visibilidade sobre os processos produtivos. Como resultado, graças a este compromisso, o tempo improdutivo não planejado foi reduzido em 50%, de acordo com um estudo que realizamos em conjunto com outras empresas”, comenta o especialista.
Por outro lado, o executivo defende que a IA, nesta linha, otimiza a análise de grandes volumes de dados, antecipa falhas e melhora a eficiência operacional, o que aumenta a competitividade global ao implementar uma abordagem modular e escalável que facilita a inovação e garante maior segurança cibernética, protegendo as redes industriais contra possíveis ameaças.
Dresta forma a capacidade de conectar máquinas, sistemas e dados numa única plataforma esta transformando profundamente a manufatura, permitindo às empresas responder rapidamente a eventos imprevistos, reduzindo o tempo de inatividade e, em última análise, melhorando a sua competitividade global.